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domingo, 15 de novembro de 2009

Especial Frank Aguiar

Os sonhos de um sonhador
Entrevista com o cantor e político

Volver: Dos cenários piauienses escolhidos para a gravação. Qual o seu favorito?

Frank: Não dá para dizer. O Piauí é muito bonito. E eu estou muito feliz e orgulhoso por estar mostrando esse Piauí positivo que o Brasil não conhece. Eu sempre digo que os brasileiros não conhecem o Brasil, e o Piauí é maravilhoso, é lindo. Geralmente quando a gente tem oportunidade de ver lá fora, são cenas tristes, é enchente, é de seca, é de miséria, e eu não permito mostrar no filme coisas assim, até porque a gente tem muita coisa boa e positiva para mostrar do estado. Então nós começamos no Delta do Parnaíba, pelo litoral, lagoa do portinho, quebra mar, pedra do sal que é linda. Tem as cenas simples, tem, mas com grandeza, por exemplo, eu estou tocando numa barraquinha, para meia dúzia de pessoas lá, tomando caipirinha, cajuína, e tal, e imagine a fotografia do filme, o fundo do cenário por traz, a pedra do sal, aquelas dunas, é uma coisa indescritível. E aí viemos para a capital, aqui tem um cartão postal muito bonito, Teresina cidade mais verde, linda, apesar de calorosa, quente, mas ela tem verde, tem o calor das pessoas e o filme traz muito isso, daqui vamos para Picos e Itainópolis, a cidade onde eu nasci. Picos é a região que morei e a partida da rodoviária no ônibus Itapemirim, essa cena vai ser forte, em seguida nós vamos para serra da capivara, São Raimundo Nonato, onde vamos estar mostrando outra beleza, arqueológica, o Parque Nacional da Serra da Capivara, muito bonito, com um contexto histórico muito bacana, que o mundo vai ficar encantado quando ver, ouvir e aprender toda aquela escola lá, de vida. Do surgimento dos homens, da América, que acredito que foi aqui. Pelo menos é o que a história comenta, diz. De lá nós vamos sair para São Paulo, a cidade onde eu fui revelado, e de ônibus, com a equipe toda parando naquelas paradas mais inusitadas onde há 20 anos atrás eu vivenciei. E ai eu vou retratar a história de todos os imigrantes quando saem de suas origens, deixam sua gente, sua família, em busca da cidade, dos sonhos, das oportunidades. Esse momento vai ser bastante emotivo também, porque todo mundo vai viajar na sua história, voltar no tempo, saudade, e aí eu vou mexer com isso nos brasileiros, tenho certeza que no final de tudo vai da tudo certo, e aí vai ser só festa.

Volver: Qual a cena que você já nutre as maiores expectativas para ficar pronta? Você já tem uma preferida?

Frank: Agora eu tou me vendo como fazer um disco, tem um disco lá com 14 faixas e a princípio tem uma música da minha preferência, mas quando ele termina, no ato da finalização, ai eu vejo que a música que mais cresceu não era aquela da minha preferência, foi aquele que teve o melhor arranjo, uma coisa diferenciada, ai termina não sendo a que eu escolhi, portanto hoje, eu ainda não sei qual será a cena, mas imagino que a partida vai ser um momento que vai marcar muito, o meu encontro com o Padre Darli da Escola Diocesano, é um momento que tem essa história do menino, humilde, simples que trabalha, que quer o estrelato, que quer fazer sucesso, que é artista, que é músico, mas que não esqueceu de ir pra escola se educar, se aperfeiçoar e aprender. O Padre dizia assim pra ele (já foi gravada essa cena e eu chorei bastante, acho que não vai sobrar mais lágrima pra o lançamento não, eu assisto dois filmes, o que eu vejo filmar e o que passa pela minha cabeça), eu dizia: Padre é aqui que eu quero, eu vim de longe, de uma família humilde e eu não sei nem onde ficar ainda, Padre! E o Padre disse: Meu filho, você veio de longe e tá dizendo que não sabe nem como vai pagar o pensionato, a escola tem muita despesa, é uma escola particular e aonde é que você quer chegar? Ai ele chora respira, ai nesse momentinho que ele respirou e chorou, eu chorei dez vezes também, porque eu sabia e sei onde quero chegar e acho que cada um que vai assistir esse filme vai ficar imaginando seus sonhos. O Padre disse: Dá licença, que eu tenho quer sair pra missa e daqui a pouco, quando você tiver suas alternativas, você me procure. Ai eu fiquei triste, mas ainda acompanhei o padre e assisti a missa. Em um momentinho, eu pego o teclado, faço um belo solo, aí o Padre se admira e tal, quando o Padre se aproxima, eu penso: É agora que vou ganhar minha mensalidade! Ai você chora de emoção, você sorri, com essa dinâmica toda das pessoas pensarem, se sensibilizarem, se emocionarem e também sorrirem. Ai a noite foi só alegria, na cena que foi gravada na pensão da Dona Chica. O filme tem muitos momentos assim... Que eu não vou contar tudo, mas vocês vão ficar sabendo de algumas coisas que tão acontecendo.




Volver: E o Piauí que o mundo vai conhecer através do filme?

Frank: O mundo tem uma imagem que aqui é terra de índio, é de jumento, é de rapadura, farinha seca e de miséria. Teve um momento que nós fomos gravar no Centro cultural, lá em Parnaíba, Centro Histórico – lindo lá. Ai o cara me bota um jumento e uma carroça e eu tava conversando com o pessoal e não vi quando ele colocou o jumento na cena. Quando eu vi aquilo, pense em um “caba” revoltado e estressado: “Rapaz, tu não tem noção não, meu amigo?” E o diretor de figuração: “Porque? Tá bonito... Tá romântico aqui a carrocinha...” “Rapaz, pois não é isso que eu quero que o Mundo veja, rapaz aqui tem carro, tem avião, tem aeroporto, tem tudo, cara... Tem progresso, imagina se eu vou perder uma oportunidade dessa, de mostrar pra todo o mundo? Tire isso daqui agora, homem, pelo amor de Deus” Ai ficou atrás muito artesanato, muita coisa linda.

Volver: Qual o maior sonho do sonhador? É o filme realizado?

Frank: Hoje o maior sonho do sonhador é a realização do filme, mas ainda assim tenho muitos sonhos, os sonhos não acabaram. O filme traz a mensagem daquele menino que cai, mas se levanta. Daquele menino que chora, mas que tem resistência pra continuar a vida, mas uma coisa ele nunca deixa, que é a capacidade de sonhar.

Volver: Tem o filme que conta a história do Frank Aguiar e quando vai ter o livro? Você tem pretensões na linguagem escrita?

Frank: Sim! O livro vai sair junto com o filme, vai ser um livro belíssimo, que a gente ainda não tá divulgando, pra não mudar o foco. Mas ele virá junto com o filme também.

Volver: E o título do livro? Será o mesmo do filme?

Frank: Possivelmente combinará com o do filme, o filme tem mais ação, mas a linguagem escrita vai envolver mais, acredito.

Ao final, quem diria? Recebemos elogio de um Frank satisfeito, que ainda ressaltou que fomos autênticas e muito profissionais. “Olha que eu tava imaginando que vocês iam chegar perguntando sobre a história de cãozinho dos teclados e o porquê do AUUU – que eu não aguento mais responder, mas não! Tão de Parabéns! Precisando de qualquer coisa, estamos aí”.
Quando dissemos que a entrevista ia para um blog de uma disciplina de web... Frank logo disparou: “Fiquem a vontade para publicar. Minha intenção é exatamente essa. Dizer pra o mundo, pras pessoas, contar essa história e incentivar, porque se vocês observarem, as pessoas ou maioria delas, são pessimistas, já vão logo: “Olha é muito difícil fazer isso” “Não tem nem como” e desistem antes de começar, depois de assistir esse filme: esquece! Todo mundo vai achar: “Olha, eu sou muito é fraco, esse cara tinha uma dificuldade da peste e conseguiu, como é que eu não vou realizar o meu sonho?”Ai ele já sai da sai de cinema feito uma fera, pra se formar, pra ser doutor, pra ir atrás de um emprego, botar um negócio. É estímulo, é muita motivação o filme.”

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Por: Ana Isabel Freire (anaisabel_freire@hotmail.com); Mariana Guimarães (mariana-guimaraes@hotmail.com); Nina Nunes (nina_quasenada@hotmail.com)

Especial Frank Aguiar

Os sonhos de um sonhador
Entrevista com o cantor e político


Frank Aguiar recebeu a equipe VOLVER em sua suíte no Rio Poty Hotel, acompanhando da esposa Aline e da filha Luma, ainda estava com cabelos molhados de um banho e voz rouca, foi ai que entendemos quando a assessora dele disse: “O Frank está descansando”. Ele estava dormindo e acordou para nos receber (!), mas não estava com nenhum traço de mau-humor ou irritação, pelo contrário, foi super atencioso e gentil. Respondeu nossas perguntas com muita solicitude, acrescentou detalhes, contou dos bastidores e nos mostrou (todo orgulhoso) o espesso álbum de casamento e as fotos que ele fez com a esposa no Delta do Parnaíba, ela sempre alertando: “Frank, passe as fotos devagar, meninas gostam de ver os detalhes...”

Antes de iniciar a entrevista, comentamos que éramos estudantes ainda e que de certo, ele estava acostumado a lidar com profissionais, pedimos de antemão, perdão por qualquer eventual falha. Estávamos preocupadas em não vacilar com alguém que havia sido tão disponível conosco. Ele só dizia: "Que é isso? Não tem nada. Vamos lá...?"Sim, vamos! Confira a entrevista, que girou substancialmente em torno do filme “Os sonhos de um sonhador”:

Volver: Quando e como surgiu a idéia do filme?

Frank Aguiar: A historia do filme era um sonho, um desejo, acho que os artistas sonham com isso. E aí num bom momento fui provocado pelo Caco Milano e o Marcelo Barbosa, filho do Benedito Ruy Barbosa, que queriam produzir a princípio. Ai veio a novela Caminho das Índias e o pai dele chamou ele “Tem quer correr aqui comigo”. E o Caco continuou. E o projeto já tava na cabeça. E a gente não parou mais, ele foi me seguindo durante um ano, para montar o roteiro, viajando, convivendo com a família, e uma série de atividades para me conhecer e ouvindo meus depoimentos durante um ano para montar esse roteiro do filme.

Volver: E o nome do filme?

Frank: O sonho de um sonhador. Bastantes nomes foram dados e ele me veio com esse nome: “olha esse nome é interessante porque causa um pouco de perguntas nas pessoas”, alguns acham que não é certo, que é errado falar os sonhos de um sonhador e tal, mas é isso que eu quero, quero algo que chame a atenção. Na verdade, eu sou um sonhador, faz jus ao personagem da história do filme, e os sonhos é o que passava pela cabeça, principalmente daquela viagem que eu fui do Piauí para São Paulo, que vai ser retratada no filme. E aí eu achei interessante esse nome. Já tentaram mudar umas dez vezes esse nome, mas não tem jeito não. Eu gosto desse nome, me convenceu, e surgiu daí.

Volver: Não dá para contar toda uma história de vida em um filme. Ficou alguma parte de fora?
Frank: Certamente, eu tenho 39 anos de idade, vou fazer 20 anos de carreira artística, então você contar tudo isso, num longa metragem de 80, 90 minutos, é impossível, então o que é que eu fiz nesse filme: nós pegamos momentos que trazem conceitos assim de sonhos, de uma pessoa que acredita demais naquilo que ele quer, que por mais obstáculos que a vida lhe coloca, ele sempre enxerga depois do muro, a luz no fim do túnel, aquela conhecida frase. Falando de frase, me faz lembrar a frase do Platão que diz “Uma longa caminhada se inicia com um primeiro passo”, e assim eu fui criando essa história aí. Para colocar as principais partes, pelo menos a que eu gostaria que o mundo assistisse. Então vai ter aí desde a infância, a adolescência até o estrelato.


Volver: Você tem apenas 39 anos e certamente muitos outros sonhos para realizar, você pretende fazer um volume 2 do filme?

Frank: (risos) Primeiro nós vamos concluir esse aqui. Ele só fala da parte artística, não retrata a parte política que tenho como atividade também, e, não fala da vida pessoal, dos romances, essa coisa toda, só uns lancinhos de vez em quando. Porque eu era muito danado. E o segundo quem sabe, depois desse, eu vá querer criar outra história ou daqui a algum tempo mais, tem muitas histórias para contar.

Volver: Quais foram/são as maiores dificuldades em criar esse projeto?

Frank: As principais são aquelas que todas as pessoas enfrentam principalmente dessa área cultural que tem pouco incentivo. A gente tem até mecanismo de arrecadação de fundos para a realização de uma obra dessas que é muito caro, mas, eu por estar político também, evitei usar coisa pública. Então todos os custos foram como forma de patrocínios, merchandising. Então se o governo quis apoiar, ele também do outro lado cobrou: Eu quero aqui que seja mostrado isso e aquilo, para isso eu quero dar uma contribuição, pelo menos a logística porque é muito mais para se produzir, cenas que eu estou mostrado do Estado do Piauí, também eu estou bancando, com uns amigos que me ajudaram também, e essa é uma dificuldade muito grande de captação, de recursos, para um filme, milionário como esse, com uma mega-produção, que vocês vão ter oportunidade de ver, de assistirem. Mas são muitas dificuldades também, o fato de trazer toda essa equipe para cá, a gente depende de agenda, tem os atores que fazem novelas, mas assim, eu tinha que fazer jus ao título do filme, a história, a mensagem que o filme passa que é aquele cara que, não tem jeito, por mais dificuldade que ele tenha, ele quer e consegue. Então nós estamos conseguindo sim, esse início, acredito que vamos ter muitas dificuldades, de distribuição, de divulgação, atingir esse país continental todo, mas vamos enfrentar e superar e comemorar no final. É assim que o filme fala.

Volver: Como está sendo o processo de seleção da trilha sonora? Muitas músicas regionais?

Frank: Eu certamente vou usar músicas da carreira, isso é de praxe. E outras eu estou buscando com autores parceiros e também do estado, por exemplo, tem uma música que se chama Lamento de um nordestino, de um filho da terra, Francis Lopes, que ela retrata exatamente a minha partida. Um ônibus da Itapemirim para a cidade de São Paulo, em busca dos meus sonhos, deixando pai, mãe, meus amigos, a namoradinha da época, que até a Gysele que vai interpretar. Pra mim, isso é muito bom, porque envolve os filhos da terra, as pessoas daqui, as músicas são belíssimas, além do Francis Lopes, tem também o Lázaro do Piauí com a música “é feliz quem vive aqui”, a música retrata as belezas do estado e a auto-estima do povo e é tudo isso que eu quero vender pra o mundo: um Piauí feliz, alegre, sorridente e bonito. E infelizmente pouca gente conhece, no filme a gente vai passar outro conceito desse estado promissor, positivo, organizado, bonito e rico.

Volver: Geralmente, em produções biográficas alguns “enfeites” são adicionados ao roteiro, com intenção de tornar a produção mais bonita, mais emocionante... Atrativa. Aconteceu isso no “os sonhos de um sonhador”?

Frank: Isso é normal, pra rolar um pouco mais de emoção, mas nada fora da realidade, não tem nada no texto que seja mentiroso. Nenhuma passagem que não aconteceu na minha vida, eu fiz questão, né? Porque foi tanto história que eu contei, que pra resumir em um roteiro, não foi fácil, né? E a gente pegou só a nata, só as coisas boas, que já eram suficientes pra contar uma boa história real. Mas a gente vai ilustrar sem dúvida alguma as melhores coisas e principalmente, enaltecendo o estado do Piauí, o meu maior prazer e orgulho.

CONFIRA O ESPECIAL FRANK AGUIAR

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"Os sonhos de um sonhador"


Coletiva de imprensa do filme

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Por: Ana Isabel Freire (anaisabel_freire@hotmail.com); Mariana Guimarães (mariana-guimaraes@hotmail.com); Nina Nunes (nina_quasenada@hotmail.com)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Especial - Bullying

Bullying - Não é nada engraçado
Psicóloga fala sobre os atos de agressão física e psicológica
Colocar apelidos, zoar, tirar sarro, ofender, humilhar, excluir, agredir, aterrorizar – Podem ser apenas palavras soltas e aleatórias para alguns. Mas para as vítimas de bullying, todas fazem muito sentido e unidas significam tristeza e sofrimento. Atos de violência que se configuram como Bullying vêm atormentando crianças e jovens cada vez mais cedo e com mais freqüência. Em entrevista à Equipe Volver, a psicóloga e Mestre em Saúde Coletiva pela UNIFOR, Universidade de Fortaleza-CE, Ana Célia Sousa, fala sobre o Bullying e suas conseqüências para a formação da personalidade de crianças e adolescentes.

Volver: O que é Bullying?

Ana Célia: Bullying é um tipo de agressão, geralmente em escolas. O bullying afeta tanto as crianças, os estudantes, quanto os professores: o bullying se dá da relação aluno-aluno, aluno-professor e professor-aluno.

Volver: Qual a faixa etária em que ocorre esse tipo de agressão?

Ana Célia: A princípio se imaginava que o bullying fosse característico de crianças na entrada da puberdade, crianças entre nove e dezesseis anos, que coincide com o processo de produção de hormônios, mudanças no corpo. As primeiras pesquisas apontavam que o bullying surgia com simples apelidos (o gordinho, o baixinho, etc.), é nessa fase com o corpo passando por uma transformação e a criança desconhece esse novo corpo, então ela tem certa dificuldade de manejar essas transformações e os colegas começam a fazer brincadeiras que eles diziam brincadeiras sem graça, a usar apelidos e apelidos que atingem a auto-estima da criança, rotulam e mexem na auto-estima que por sua vez altera a autoconfiança. Disso vem todo o transtorno.
Atualmente, a gente percebe que isso se dá não só entre crianças, entre púberes, uma vez que a maturidade está acontecendo cada vez mais cedo e em conseqüência disso as crianças estão adolescendo precocemente. Isso é uma realidade não só nas escolas de níveis fundamental e médio como também no ambiente universitário e não só entre os alunos, mas também entre os professores.
"Os agressores são as crianças que tem um temperamento, um caráter mais agressivo"

Volver: Existe um perfil para as crianças que são vítimas e para os agressores?

Ana Célia: As pesquisas mostram que em geral as crianças que sofrem o bullying são aquelas que estão estereotipadas pela nossa cultura, a gordinha, a baixinha, a muito magra, as que fogem a esse padrão que é valorizado pela nossa cultura. Os agressores são as crianças que tem um temperamento, um caráter mais agressivo, são crianças que passam com muita facilidade da brincadeira para a agressão. Por exemplo: uma criança que adora brincar de matar insetos, pega uma lagartixa e faz do animal um brinquedo, mas nesse brincar você pode observar que ela maltrata, ela mata como se aquilo tivesse provocando um prazer muito grande nela, então o limite entre o brincar e o agredir é muito tênue entre o prazer, a excitação e a agressão, e entre a agressão e a violência. Você pode ser agressivo e não necessariamente ser violento, ser agressivo a ponto de ter uma reação pontual, mas não que essa reação gere violência, a ponto dessa agressividade atingir a sua auto-estima, dizendo coisas do tipo: você não sabe de nada, você é burra. Além da agressividade eu já estou violentando essa pessoa. Em geral são pessoas que já tem no seu temperamento uma tendência a agressividade e que começa muito cedo. Os pais, os educadores, os cuidadores, não apontaram para essa criança que ser agressivo é uma coisa e ser violento é outra, que as brincadeiras têm limites, a questão do respeito ao outro. Sabe-se que o adolescente quer corresponder a um padrão idealizado pela cultura então se ele não está correspondendo a esse perfil, um quilo a mais ou a menos vai fazer com que ele se sinta a pior pessoa do mundo.

Volver: Existem casos de Bullying no Piauí?

Ana Célia: Existem. Tem pesquisas comparando o bullying na escola pública e na escola privada, entre as crianças de classe baixa e as crianças de classe alta não há diferenças. As crianças de escolas particulares são tão agressivas quanto as de escolas públicas, a forma da agressividade é que varia, os instrumentos que cada um utiliza são diferentes, por exemplo, os alunos de escola particular se utiliza de meios como MSN, Orkut, e fazem alterações nas imagens das “vitimas” no Photoshop, fazem montagem nas fotos dos amigos ou amigas e colocam como se fosse algo engraçado e isso causa um transtorno muito grande. Teve uma menina que psicosomatizou isso, porque usaram uma imagem dela e ela ficou com muito medo da família ou dos professores identificarem que naquela fotografia era ela, mas ela não tinha vivenciado aquela situação, isso foi um bullying de um colega. Ou seja, o recurso é outro.

Volver: Como os pais podem fazer pra identificar que o filho esta sofrendo Bullying?

Ana Célia: Em geral a criança que esta sofrendo bullying começa apresentar queda no rendimento, dificuldades no processo de socialização, na motivação pra ir à escola, tudo é motivo pra querer ficar em casa, as tentativas de mudar de escola, as doenças psicosomáticas, as gastrointestinais são muito comuns. Adolescentes reagem ao bullying tendo desmaios, vômitos, diarréias, são doenças que não tem um fundo físico se você for avaliar, estão relacionadas a um componente emocional.

Volver: Aqui no Piauí, os casos são graves a ponto de evoluírem para o suicídio, por exemplo?

Ana Célia: Não tenho conhecimento. Tenho conhecimento de adolescentes que desenvolveram fobias sociais, que viveram crises de depressão. Até porque o suicídio não tem uma causa única, a pessoa não se suicida porque foi vítima de bullying. O suicídio acontece em todo um contexto que pode ser que a pessoa não tenha sabido lidar com essa situação do bullying e isso contribuiu para essa morte do “eu” que culmina com o suicídio.
VEJA O VÍDEO COM TRECHOS DA ENTREVISTA



Volver: Existem programas que tentam coibir o bullying?

Ana Célia: As escolas têm trabalhado muito essa temática de fazer a prevenção, de deixar bem clara essa questão do limite, do respeito ao outro, da convivência com a diversidade, a auto-proteção, o zelo pelo seu “eu corporal”, pela sua imagem, na medida em que eu zelo pela minha identidade, pelo meu “eu”, eu dou um limite, uma barreira pro outro. Até na própria historia da família, antigamente nas famílias se dizia: aqui todo mundo tem um apelido, a gente achava muito engraçado, hoje apelido virou rótulo. O apelido altera a auto-imagem, mexe com a auto-estima da pessoa: você chama: “essa não é a Maria, é a Mariazinha”, ao mesmo tempo em que você dá uma interpretação de ser uma coisa carinhosa também é uma forma de você minimizar a pessoa. Então essa prevenção de você estar colocando limites e dizendo que a interpretação, a percepção é de cada um e que a forma como você chama: “olha o doido, olha o abestado, gordo, o baixo, olha o burro”, isso pode ser uma coisa jocosa, mas nesse jogo está uma repercussão emocional, como cada um interpreta essa brincadeira. Pode ser que a pessoa que não esteja bem e essa brincadeira inofensiva possa gerar uma repercussão emocional muito complicada pra pessoa.
Leia mais sobre BULLYING, em:

SAIBA mais sobre Bullying
Por: Ana Isabel Freire (anaisabel_freire@hotmail.com) - Mariana Guimarães (mariana-guimaraes@hotmail.com) – Nina Nunes (nina_quasenada@hotmail.com)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

@AfonsoRodrigues

Afonso Rodrigues, jovem pesquisador do Twitter, fala sobre esse fenômeno
Apenas 140 caracteres não contemplariam tudo que o nosso entrevistado tem para acrescentar



A equipe VOLVER conseguiu uma entrevista com um dos pesquisadores envolvidos no artigo “O Piauí no Twitter: o perfil do usuário da plataforma no estado”. Afonso Rodrigues contou sobre a pesquisa e sobre suas proposições a respeito do microblog, confira as palavras desse jovem pesquisador, que são de importância significativa para os interessados no assunto.


Volver: Como surgiu a idéia de desenvolver uma pesquisa sobre o twitter no Piaui?
Afonso: Já há algum tempo tínhamos o interesse em fazer alguma pesquisa voltada para essa área das novas tecnologias e, com o Intercom – Nordeste, tivemos o estímulo necessário para correr atrás. E acabamos chegando no Twitter por ser uma ferramenta nova que despertava nossa curiosidade e que tinha sido objeto de estudo de poucos trabalhos até então. Queríamos saber quem eram os primeiros usuários piauienses no Twitter, como eles tinham descoberto e como eles usavam a plataforma.

Volver: Como foi o processo de análise? Para isso você criou um twitter próprio para a pesquisa e um questionário, certo?

Afonso: Foi um pouco cansativo porque tivemos pouco tempo para fazer, mas tudo correu bem. Criamos um perfil próprio para a pesquisa (o @twittepiaui) e nele postamos as instruções da nossa pesquisa. O segundo passo foi ir atrás dos piauienses no twitter e segui-los. Depois aplicamos o questionário e analisamos as respostas. Um fato curioso é que, mesmo depois que fechamos o questionário para a participação, as pessoas continuaram e continuam seguindo o @twittepiaui, como uma forma de identificação, um “botton” dos piauienses.

Volver: Os estudos a respeito dessa nova mídia social aqui no Piaui ainda são diminutos?

Afonso: Sim. Até porque o Twitter ainda é muito recente, suas possibilidades ainda não foram totalmente delimitadas e seu uso aqui no Piauí ainda é novo. Mas vários estudos já estão em andamento, e observo que os piauienses estão procurando testar outras formas de usar o Twitter além da simples resposta ao What are you doing?

Afonso possui uma página no twitter, que é atualizada diariamente



Volver: Você acha que esses dados que você obteve durante essa pesquisa em abril deste ano já tiveram alguma mudança significativa?
Afonso: Tanto que já estamos planejando uma atualização desse perfil. É incrível o crescimento do Twitter. Ainda que muitas pessoas criem perfis para, logo em seguida, abandoná-los, não deixa de ser significativo o fato de a ferramenta ter crescido 1600% entre julho de 2008 e julho de 2009. Aqui no Piauí, além do crescimento no número de perfis, está mudando também a forma de twittar, levando em conta as possibilidades oferecidas pela plataforma, como a possibilidade de enviar texto e foto através do celular., importante para coberturas ao vivo de acontecimentos Outro exemplo são os perfis de políticos, cada vez mais comuns aqui, seguindo o exemplo do presidente Barack Obama, que deu grande importância ao uso das redes sociais em sua campanha.

Volver: Como você define o perfil do twitteiro piauiense?

Afonso: O twitteiro piauiense está na universidade ou já tem diploma, principalmente nas áreas de Comunicação ou Informática, o que sugere que essas pessoas buscam algo além do entretenimento oferecido por outras redes, como o orkut, utilizando o Twitter como uma ferramenta informacional. Também utilizam a plataforma para conversar, criando diálogos com a participação de vários interlocutores. É ainda um usuário recente, que está descobrindo as possibilidades da ferramenta e, como a indicação de amigos é um dos motivos mais fortes para a criação de novas contas, a rede tem tudo para crescer. E é exatamente isso que nós estamos observando.

Volver: Na sua pesquisa, o usuário do twitter no Piauí utiliza essa mídia mais para se informar, como você explica isso?

Afonso: Constatamos que o twitteiro piauiense mais lê que escreve. É como se o Twitter servisse como um serviço de RSS muito específico. Você constrói sua rede social de acordo com suas necessidades e, em conseqüência, recebe atualizações apenas das áreas que interessam. Se eu gosto de esporte, posso seguir formadores de opinião, jornalistas da área e esportistas e ter as últimas atualizações sobre o assunto. Isso na Internet de hoje é muito útil.

Volver: No teu artigo, 97% dos usuários eram pessoas, e apenas 3% era profissional, tu acha que esse número sofreu alguma variação, sabendo que agora muitos portais estão fazendo uso dessa mídia?

Afonso:Já começamos a seguir os novos perfis piauienses e esta é uma das nossas constatações. Muitas empresas piauienses estão descobrindo o Twitter, e por trás disso, a necessidade de estar presente na Internet. Com os portais não é diferente. Resta saber se esses perfis estão desenvolvendo um conteúdo específico para a plataforma ou utilizando o serviço como um indexador.

Volver: O que significaria esse “laço social forte” entre os usuários piauienses?

Afonso: Esse laço social se manifesta principalmente através da quantidade de replies para as mesmas pessoas, criando um grande diálogo aberto. Percebemos, pela análise dos posts, uma intimidade entre os twitteiros piauienses, o que nos leva a crer que uma comunidade física foi transportada para o ambiente da virtualidade. Quando você posta uma pergunta no Twitter, espera que alguém leia e que, além de ler, responda. E essa confiança existe entre os piauienses. Tanto que são freqüentes os posts de “boa noite” e “até amanhã”, que demonstram uma relação de continuidade.

* Para seguir Afonso no Twitter - http://twitter.com/afonsorodrigues

LEIA MAIS no Aquivo VOLVER:

- Sua vida em 140 caracteres

- Twitter no Piauí
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CONFIRA O ARTIGO: "O Piauí no Twitter: o perfil do usuário da plataforma no estado
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Por: Ana Isabel Freire (anaisabel_freire@hotmail.com) - Mariana Guimarães (mariana-guimaraes@hotmail.com) – Nina Nunes (nina_quasenada@hotmail.com)

Esquenta o clima na Copa Piauí

Flamengo PI joga com Piauí e se ganhar, garante a ponta do campeonato
River, que também está no páreo pela liderança, joga com o "lanterninha" Corisabbá
Nesta segunda (26), o estádio Lindolfo Monteiro receberá dois jogos pela oitava rodada da Copa Piauí de Futebol. Às 18:00h entram em campo River x Corisabbá e logo em seguida, às 20:00h, Flamengo x Piauí. O Flamengo, com 15 pontos, tentará manter a invencibilidade e alcançar a liderança já que o Picos empatou por 1 x 1 com o 4 de Julho, ontem (25), em Piripiri. Enquanto isso, o Piauí, com apenas cinco pontos, ainda tenta a classificação para as semi-finais da competição.

*Confira a atual classificação da Copa Piauí:

Picos: 17 pontos
Flamengo: 15 pontos
River: 14 pontos
Piauí: 05 pontos
4 de Julho: 05 pontos
Corisabbá: 04 pontos

- CONFIRA, amanhã, aqui no VOLVER o resultado da 8° rodada da Copa Piauí!
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Quer saber da classificação do Campeonato Brasileiro de Futebol? VEJA AQUI
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Por: Ana Isabel Freire (anaisabel_freire@hotmail.com) - Mariana Guimarães (mariana-guimaraes@hotmail.com) – Nina Nunes (nina_quasenada@hotmail.com)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Dadá no Programa do Jô

Humorista Piauiense divide opiniões
Após apresentação no Programa do Jô, o humor de Dadá ganhou feições “Ame ou deixe-o!”

Dadá Coelho, piauiense da cidade de Floriano, se apresentou ontem (22) no Programa do Jô Soares – Rede Globo. Dadá abusou de piadas picantes, além de piadas preconceituosas com o estado do Piauí e sua cidade natal, chegando inclusive a dizer que as pessoas do nosso estado, só tinham dentes até os 38 anos.

Em seu blog pessoal, onde divulgou que iria aparecer no Programa do Jô, Dadá contou como foi sua participação no programa e definiu de forma bastante característica o encontro com o apresentador: “Confesso que fiquei excitada com o Gordo. Um Dandi com hálito quente distribuído num corpo não menos quente. Forte, bonito, cheiroso, sagaz, sensível, generoso. Jô Soares me afaga na entrevista com " seus olhinhos infantis, como os olhos de um bandido" . Uma avalanche! Fiz um streep tease existencial praquele que é um gênio.” Relata a entrevistada.

Parte da entrevista de Dadá no Porgrama do Jô

No blog que está “aberto” (ou quase isso) para comentários, muitas pessoas se mostraram revoltadas com maneira que a morena tratou a cultura e os hábitos piauienses em rede nacional, no entanto, alguns comentários negativos foram apagados quase que instantaneamente. Os comentários vão desde elogios rasgados, como: “Parabéns Dada! Meu filho e eu choramos de rir. Vendo você me orgulho de ser nordestina, uma mulher inteligente, bonita sem frescuras...não é afetada e não quer falar como o povo do sudeste (como muitas que viram artistas e não falam onde nasceram). Nordestina que não tem vergonha de suas raízes, pena que algumas pessoas não entenderem sua mensagem. Somos sim um povo sofrido, mas lutadores e bem humorado”

À críticas ferrenhas: “Diminuir(ridicularizar) os mais desprotegido, como Homossexual, pobre, gordo, nordestino, negros, ..., é muito engraçado, mas muitas vezes apenas para quem está do outro lado. E existe muitas piadas desse gênero (Quem nunca riu de uma dessas?). Digo que o Bullying é movido pelo mesmo sentimento. Quem é minoria e está em uma situação desfavorável sofre com isso. Para quem rir é bom demais. Mas até onde isso é sadio ou doentil? Destrutivo ou construtivo? Até onde isso pode lesar a imagem da pessoa (física ou jurídica)? Esse foi meu questionamento quando vi Dada Coelho, minha conterrânea, falando de forma tão exagerada do meu estado que muito amo e onde quero viver até o fim de minha vida. Será que em nome do humor tudo é válido? Na verdade precisamos rever nossos conceitos e preconceitos, e ter consciência de nossa responsabilidade civil.”

A humorista - jornalista - atriz atualmente mora no Rio De Janeiro, onde se apresenta com a montagem Vende-se Usado. “Proibido Para Menores de 18cm”. Dadá não passou despercebida pelo público do Programa do Jô, sua apresentação foi no mínimo polêmica, dividindo opiniões entre: antipatia e simpatia, mas nenhuma das duas gratuitas, quem gostou certamente atenta para os pontos fortes da moça: desenvoltura, sagacidade, carisma... Já para os que a repudiaram, Dadá foi descuidada, racista e ofensiva. A humorista fez por onde ganhar admiradores e contestadores de seu trabalho.


Outros casos em que Piauienses se sentiram vítimas do preconceito:

Declaração de Paulo Zotollo – “Se o Piauí deixar de existir, ninguém vai sentir falta...”
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Por: Ana Isabel Freire (anaisabel_freire@hotmail.com); Mariana Guimarães (mariana-guimaraes@hotmail.com); Nina Nunes (nina_quasenada@hotmail.com)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

E o Movimento Estudantil?

Cássio Borges fala sobre DCE e Movimento Estudantil
Aluno de História, Cássio, faz um apanhado histórico das uniões de estudantes

Aproveitando o clima de debates proporcionados pelo Congresso de Estudantes da UFPI – CONEUFPI, a respeito de educação, a equipe VOLVER foi atrás de um militante do Movimento Estudantil e ao mesmo tempo integrante do Diretório Central dos Estudantes – DCE, para saber mais sobre Movimento Estudantil e funções do DCE para a comunidade acadêmica e comunidade em geral.

Cássio Borges é estudante do 5° período de História, na Universidade Federal do Piauí e desde criança, quando ainda fazia ensino fundamental, sentiu a necessidade de participar das escolhas de sua escola, para isso se filiou ao grêmio estudantil. Desde então, Cássio já militou no Movimento Estudantil Secundarista, quando aluno do CEFET, já participou do Centro Acadêmico de História, foi diretor da União Nacional dos Estudantes (UNE) e atualmente é coordenador de planejamento do DCE da UFPI.


"O DCE tem como tarefa conduzir a luta dos estudantes "

Volver: Quais são os planos dessa gestão do DCE para melhorar a Universidade, melhor dizendo, a vida do estudante?

O DCE tem como tarefa conduzir a luta dos estudantes e também fazer com que os estudantes sejam participativos dentro da Universidade, que eles não se restrinjam apenas a sala de aula, mas que ele tenha um caráter contestador, um caráter de intervenção, aquele ideal de transformação na educação, busca de melhorias. O DCE tem por finalidade, não simplesmente conduzir apenas a luta política, que é o principal eixo do Movimento Estudantil, que é de transformação realmente do social, da nossa sociedade. Por exemplo: quando tem aumento da passagem de ônibus, como aconteceu esse ano a respeito dos pontos de xérox, que foi necessária a intervenção do Movimento Estudantil, a gente também tem aí um caráter formativo de cada vez mais ganhar estudantes da Universidade para os ideais que é preciso ele participar, que preciso ele ter noção. Para conseguir esse objetivo, o Diretório Central dos Estudantes promove calouradas políticas, que é um espaço para informação e formação, a gente também realiza as mostras culturais, que é a chance dos artistas da Universidade apresentarem seus trabalhos, tem as Olimpíadas universitárias e também o congresso de estudantes da UFPI.




"qualquer pessoa pode intervir a partir de quando ela se organiza"

Volver: Muitas pessoas, inclusive alunos, associam o Movimento Estudantil à “baderna”, “rebeldia sem causa”. O que tu acha disso?

Esse é um processo grande e a gente tem que entender que ele é conjuntural, quando é que se cria essa imagem no País? Na época da ditadura militar, na qual a repressão é muito forte e tem a intenção de fazer com que o estudante ficasse amorfo, sem intervir, sem se manifestar, colocar os seus posicionamentos, então nesse sistema ditatorial que prevaleceu aqui no país, os estudantes da época tinham que encontrar maneiras “alternativas” de se impor, de se manifestar. A gente que participa do Movimento Estudantil anda longe de ter essa compreensão, e não só a gente (os atuais), se você conversar com alguém que participou do Movimento há 30 anos atrás, ele também não vai ver o Movimento como baderna, mas sim como um espaço de formação pessoal e de interferência na sociedade e mostrar pra população que nós não precisamos aceitar nada que seja unilateral, de cima pra baixo, e que qualquer pessoa pode intervir a partir de quando ela se organiza, quando tem disponibilidade pra luta sempre almejando construir algo melhor pra a educação e sociedade.

"O Movimento Estudantil depende diretamente do cenário da época"

Volver: Na tua opinião, o Movimento Estudantil perdeu a força?

Eu acredito que não, eu acredito que ele mudou e se readaptou no processo, por exemplo: esse é outro discurso que também é muito presente por conta da Ditadura. Na ditadura militar ninguém, sobretudo, os estudantes poderiam reclamar e ir contra o governo, né? Então o Movimento foi buscando maneiras de driblar a censura, a repressão, muitos jovens foram assassinados no processo de redemocratização do país e hoje em dia, não é mais exatamente desse jeito, modificou o contexto nacional e isso reflete no Movimento Estudantil. A intervenção que eu tenho hoje de negociar com qualquer governante, não é a mesma do tempo da ditadura. Alguns problemas eu resolvo falando apenas com meu coordenador de curso, chefe de departamento e outras coisas não, ai a gente precisa partir para medidas mais enérgicas. O Movimento Estudantil depende diretamente do cenário da época, e o nosso hoje, é bem favorável. E se hoje, o Movimento Estudantil se organiza dessa forma, foi por conta de milhares de jovens que lutaram e alguns até tiveram que dar a vida, para hoje estar aqui consolidado um país mais democrático e mais justo.

Trechos da entrevista com Cássio Borges



Por: Ana Isabel Freire (anaisabel_freire@hotmail.com); Mariana Guimarães (mariana-guimaraes@hotmail.com); Nina Nunes (nina_quasenada@hotmail.com)

sábado, 17 de outubro de 2009

Horário de Verão

O Piauí não entra no horário de verão, mas precisa se adaptar a ele
Passageiros devem se informar sobre o horário dos vôos e das escalas
Na madrugada de hoje (17/10) tem início o horário de verão. Marcado para as 00:00 horas do domingo, o período compreendido entre 18 de outubro de 2009 e 21 de fevereiro de 2010 provoca um reajuste na rotina dos brasileiros que deverão adiantar seus relógios em uma hora, a exceção dos moradores das regiões norte e nordeste.

Apesar dessas duas regiões não ingressarem diretamente no horário de verão, elas precisam se adaptar, visto que os principais acontecimentos ocorrem em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, estados onde o horário é adotado.

Christhiane Pimentel alerta para que o passageiro não se atrase
Com toda essa mudança, muitas pessoas costumam se confundir quando o assunto é passagem aérea nesse período do ano. Para amenizar a situação dos seus clientes, as companhias aéreas passaram a colocar o devido horário no bilhete. “Nos anos anteriores, quando a gente fazia reserva aéreas, a gente sempre pedia pra que o passageiro estivesse no aeroporto uma hora antes do horário de verão de acordo com a saída dos vôos, mas desde o ano passado, as companhias aéreas já acomodaram os horários de acordo com o horário de saída. Hoje não tem mais a dificuldade das pessoas perderem vôos porque os horários são adaptados pra cada região, por exemplo: o vôo que partia daqui as sete e trinta, parte as seis e trinta, se fizer conexão em Brasília, já que é o horário adaptado de lá. Aqui como não tem as companhias aéreas já colocam o horário correto no bilhete, mas tem gente que mesmo estando no nordeste pergunta: esse horário é o horário normal ou eu tenho que chegar uma hora mais cedo?” garante a funcionária da agência Aldatur, Christhiane Pimentel que trabalha a sete anos na agência.

Mesmo com esse novo procedimento adotado pelas companhias aéreas, as situações ainda são reicindentes quanto a essa confusão por parte dos clientes no que se refere ao adiantamento do horário. “às vezes, têm clientes que se atrapalham, mesmo a gente falando que ele deve ficar atento ao horário do local aonde eles chegarem, porque os vôos saem nos horários locais”, explica a gerente da Miracéu Turismo, Miriam Castro.Ela ainda completa que o desconforto é maior para os clientes que compraram passagens antes do horário de verão com viagem prevista para depois da mudança de horário: “para quem comprou bilhete antes do horário pra viajar depois, o ideal é ligar para o aeroporto, para a companhia aérea ou pra própria agencia de viagens e pra confirmar o horário da partida do vôo”.
Fique atento ao início do horário de verão - INFORMAÇÕES

Confira o conteúdo do nosso parceiro: Linha de notícias

Os horários do bancos também irão mudar, para saber mais informações! - Clique Aqui



Por: Ana Isabel Freire (anaisabel_freire@hotmail.com) - Mariana Guimarães (mariana-guimaraes@hotmail.com) – Nina Nunes (nina_quasenada@hotmail.com)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Orgulho!

Piauí é ouro e bronze no Badminton
Atletas conquistam medalhas em competição realizada em São Paulo

Os atletas do Piauí que estão disputando o Campeonato Nacional Jovens de Badminton, já conquistaram duas medalhas na competição. No campeonato, que está acontecendo em São Paulo, no Club Athletico Paulistano, a dupla Andreza Miranda e Francielton Farias conquistou o ouro na categoria Sub-15, enquanto Vinícius Evangelista e Fabrício Farias, conquistaram o bronze na categoria Sub-11.
A modalidade, que nasceu na Índia passou a ser praticada no Brasil de forma competitiva em 1984.
Andreza Miranda, que tem 14 anos, já chegou a ser convidada pelo técnico da Seleção Brasileira adulta para realizar treinamentos em Campinas-SP, de modo a aperfeiçoar o treinamento.
Mais sobre Badminton: www.badminton.org.br/
Por: Ana Isabel Freire (anaisabel_freire@hotmail.com), Nina Nunes (nina_quasenada@hotmail.com) e Mariana Guimarães (mariana-guimaraes@hotmail.com)

Nicholas Cage do Piauí

Dirceu Andrade dá show de criatividade e chega lá!
No Programa do Faustão, o humorista mostra a que veio e se classifica


Ontem (11 de Outubro), o humorista piauiense, Dirceu Andrade, participou do quadro “quem chega lá?” do Programa Domingão do Faustão, da Rede Globo. À exemplo do companheiro Amauri Jucá (que se apresentou em 20 de Setembro), logrou êxito e saiu classificado para a próxima etapa.


Dirceu optou pela temática do Casamento e entrou bastante confiante, mandando logo de cara: “Marido é igual a menstruação, quando chega incomoda e quando atrasa, preocupa”. A platéia se rendeu as piadas bem elaboradas do “Nicholas Cage made in Piauí”. Com o público bastante empolgado com a visão cômica do casamento, Dirceu, chegou lá, alcançou os 4 minutos de apresentação.

Para quem não lembra a equipe VOLVER entrevistou a dupla: Amauri Jucá e Dirceu Andrade. E em uma das perguntas, Dirceu falou sobre a sua expectativa para participação no Programa...

Volver: E você Dirceu, vai participar domingo, está nervoso de se apresentar para o Brasil inteiro?
Dirceu: Não, eu não fico nervoso não, da primeira vez eu não fiquei. É muito difícil algo me deixar nervoso. Da primeira vez que eu fui, as pessoas riram muito, mas se não rirem, ai eu vou, talvez ficar, um pouco... Posso ficar até triste, mas nervoso não! Eu ficava nervoso no começo, mas hoje não! Eu fico nervoso mesmo é pra andar de avião, isso sim. Mas fora esse medo de avião, eu tou tranqüilo...

Para ver a entrevista completa:
CLIQUE AQUI!

É... Dirceu não aparentou mesmo nenhum traço de nervosismo. Demonstrou muita confiança e tranqüilidade no decorrer da apresentação, tanto que foi aclamado pelo público presente e repetiu a dobradinha da participação passada, no quadro “pistolão” – fazendo toda a platéia sorrir. Mas e no avião? Será que Dirceu tremeu na base? (risos).

Fica registrado o Parabéns da Equipe VOLVER a esse artista de
Piripiri!

Assista a apresentção de Dirceu Andrade no quadro "quem chega lá?"

Assista no canal VOLVERPI - apresentações de Dirceu Andrade!!

Canal VOLVERPI - Veja apresentação divertida de Dirceu Andrade!




Por: Ana Isabel Freire (anaisabel_freire@hotmail.com) - Mariana Guimarães (mariana-guimaraes@hotmail.com) – Nina Nunes (nina_quasenada@hotmail.com)