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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

@AfonsoRodrigues

Afonso Rodrigues, jovem pesquisador do Twitter, fala sobre esse fenômeno
Apenas 140 caracteres não contemplariam tudo que o nosso entrevistado tem para acrescentar



A equipe VOLVER conseguiu uma entrevista com um dos pesquisadores envolvidos no artigo “O Piauí no Twitter: o perfil do usuário da plataforma no estado”. Afonso Rodrigues contou sobre a pesquisa e sobre suas proposições a respeito do microblog, confira as palavras desse jovem pesquisador, que são de importância significativa para os interessados no assunto.


Volver: Como surgiu a idéia de desenvolver uma pesquisa sobre o twitter no Piaui?
Afonso: Já há algum tempo tínhamos o interesse em fazer alguma pesquisa voltada para essa área das novas tecnologias e, com o Intercom – Nordeste, tivemos o estímulo necessário para correr atrás. E acabamos chegando no Twitter por ser uma ferramenta nova que despertava nossa curiosidade e que tinha sido objeto de estudo de poucos trabalhos até então. Queríamos saber quem eram os primeiros usuários piauienses no Twitter, como eles tinham descoberto e como eles usavam a plataforma.

Volver: Como foi o processo de análise? Para isso você criou um twitter próprio para a pesquisa e um questionário, certo?

Afonso: Foi um pouco cansativo porque tivemos pouco tempo para fazer, mas tudo correu bem. Criamos um perfil próprio para a pesquisa (o @twittepiaui) e nele postamos as instruções da nossa pesquisa. O segundo passo foi ir atrás dos piauienses no twitter e segui-los. Depois aplicamos o questionário e analisamos as respostas. Um fato curioso é que, mesmo depois que fechamos o questionário para a participação, as pessoas continuaram e continuam seguindo o @twittepiaui, como uma forma de identificação, um “botton” dos piauienses.

Volver: Os estudos a respeito dessa nova mídia social aqui no Piaui ainda são diminutos?

Afonso: Sim. Até porque o Twitter ainda é muito recente, suas possibilidades ainda não foram totalmente delimitadas e seu uso aqui no Piauí ainda é novo. Mas vários estudos já estão em andamento, e observo que os piauienses estão procurando testar outras formas de usar o Twitter além da simples resposta ao What are you doing?

Afonso possui uma página no twitter, que é atualizada diariamente



Volver: Você acha que esses dados que você obteve durante essa pesquisa em abril deste ano já tiveram alguma mudança significativa?
Afonso: Tanto que já estamos planejando uma atualização desse perfil. É incrível o crescimento do Twitter. Ainda que muitas pessoas criem perfis para, logo em seguida, abandoná-los, não deixa de ser significativo o fato de a ferramenta ter crescido 1600% entre julho de 2008 e julho de 2009. Aqui no Piauí, além do crescimento no número de perfis, está mudando também a forma de twittar, levando em conta as possibilidades oferecidas pela plataforma, como a possibilidade de enviar texto e foto através do celular., importante para coberturas ao vivo de acontecimentos Outro exemplo são os perfis de políticos, cada vez mais comuns aqui, seguindo o exemplo do presidente Barack Obama, que deu grande importância ao uso das redes sociais em sua campanha.

Volver: Como você define o perfil do twitteiro piauiense?

Afonso: O twitteiro piauiense está na universidade ou já tem diploma, principalmente nas áreas de Comunicação ou Informática, o que sugere que essas pessoas buscam algo além do entretenimento oferecido por outras redes, como o orkut, utilizando o Twitter como uma ferramenta informacional. Também utilizam a plataforma para conversar, criando diálogos com a participação de vários interlocutores. É ainda um usuário recente, que está descobrindo as possibilidades da ferramenta e, como a indicação de amigos é um dos motivos mais fortes para a criação de novas contas, a rede tem tudo para crescer. E é exatamente isso que nós estamos observando.

Volver: Na sua pesquisa, o usuário do twitter no Piauí utiliza essa mídia mais para se informar, como você explica isso?

Afonso: Constatamos que o twitteiro piauiense mais lê que escreve. É como se o Twitter servisse como um serviço de RSS muito específico. Você constrói sua rede social de acordo com suas necessidades e, em conseqüência, recebe atualizações apenas das áreas que interessam. Se eu gosto de esporte, posso seguir formadores de opinião, jornalistas da área e esportistas e ter as últimas atualizações sobre o assunto. Isso na Internet de hoje é muito útil.

Volver: No teu artigo, 97% dos usuários eram pessoas, e apenas 3% era profissional, tu acha que esse número sofreu alguma variação, sabendo que agora muitos portais estão fazendo uso dessa mídia?

Afonso:Já começamos a seguir os novos perfis piauienses e esta é uma das nossas constatações. Muitas empresas piauienses estão descobrindo o Twitter, e por trás disso, a necessidade de estar presente na Internet. Com os portais não é diferente. Resta saber se esses perfis estão desenvolvendo um conteúdo específico para a plataforma ou utilizando o serviço como um indexador.

Volver: O que significaria esse “laço social forte” entre os usuários piauienses?

Afonso: Esse laço social se manifesta principalmente através da quantidade de replies para as mesmas pessoas, criando um grande diálogo aberto. Percebemos, pela análise dos posts, uma intimidade entre os twitteiros piauienses, o que nos leva a crer que uma comunidade física foi transportada para o ambiente da virtualidade. Quando você posta uma pergunta no Twitter, espera que alguém leia e que, além de ler, responda. E essa confiança existe entre os piauienses. Tanto que são freqüentes os posts de “boa noite” e “até amanhã”, que demonstram uma relação de continuidade.

* Para seguir Afonso no Twitter - http://twitter.com/afonsorodrigues

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CONFIRA O ARTIGO: "O Piauí no Twitter: o perfil do usuário da plataforma no estado
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Por: Ana Isabel Freire (anaisabel_freire@hotmail.com) - Mariana Guimarães (mariana-guimaraes@hotmail.com) – Nina Nunes (nina_quasenada@hotmail.com)

Uma história de estímulo

Flávia Rocha, graduada em Comunicação Social pela UFPI, é selecionada para cursar Mestrado na UnB
A pesquisadora responde algumas perguntas da Equipe VOLVER, e dá dicas para alunos que se interessam pela carreira acadêmica
Flávia Rocha entrou para cursar Comunicação Social com habilitação em Jornalismo na Universidade Federal do Piauí – UFPI, em 2002. Durante a graduação, sempre procurou freqüentar encontros e INTERCOM’s, entretanto não para apresentação de pesquisas – nesse tempo projetos científicos, ainda se figuravam como “bicho de sete cabeças” para Flávia. Em um desses INTERCOM’s que Flávia participou, alunos do 1° período da UFMA ganharam um prêmio de iniciação científica, ela se impressionou com esse exemplo e viu que era possível, ainda que prematuramente ou com estrutura precária, desenvolver um bom projeto. Antes, Flávia esperava pela iniciativa dos professores, mas com maturidade e experiência, ela percebeu que a qualidade essencial de um pesquisador é ser “bisbilhoteiro” e correr atrás e que não adianta esperar por iniciativas de terceiros, embora existam pessoas em quem se apoiar e fortalecer, não adianta nada se o aluno não fizer por si. Foi nessa perspectiva que Flávia se tornou uma pesquisadora, primeiro na linha de Análise de Discursos, tendo como orientador o professor Laerte Magalhães.

Após a conclusão da graduação em 2005, Flávia começou uma Especialização em Telejornalismo, na UFPI. O curso contou com a participação de vários professores renomados, como: Osvaldo Balmaseda (Universidade de Havana), a Profa. Dra. Ana Paula Goulart (UFRJ), o Prof. Dr. Paulo Fernando Lopes (UFPI), Prof. Dr. Fausto Neto (UNISINOS), Prof. Dr. Gustavo Said (UFPI), Prof. Dra. Joseti Marques (F. ESTÁCIO DE SÁ/RJ), Prof. Dr. Alfredo Vizeu (UFPE), Prof. Domingos Meirelles (GLOBO/RJ), Profa. Mônica Silveira (GLOBO/PE), Profa. Ms. Jô Mazzarollo (GLOBO/NE), e Profa. Dra. Dácia Ibiapina (UNB).

Além da Especialização Flávia passou três anos na TV Clube, como produtora de todos os telejornais. Depois foi editora do Portal AZ e, atualmente, produz o jornal Notícia da Manhã, programa da TV Cidade Verde apresentado por Nadja Rodrigues. Paralelamente a profissão de produtora, Flávia se empenhou firme nos estudos e foi aprovada na Seleção de Mestrado da UnB (Universidade de Brasília), agora em Outubro. Flávia vem de uma turma, em que ela já é a sétima a fazer mestrado, as colegas mestras e mestrandas são: Ticyane Vaz que concluiu mestrado pela Metodista-SP, em seguida Francilene Oliveira (Metodista-SP) – quem está pesquisando sobre a revista Piauí; Karla Nery (UNISINOS-RS); Patrícia Vaz (que está na Universidade Federal de São Carlos-SP); Daiane Rufino (Metodista-SP); e Rosa Rocha (Metodista-SP). Segundo Flávia: “Isso tudo é um fruto que foi plantado na graduação com a ajuda de alguns professores”.


Flávia foi a segunda mulher a comandar um Portal em Teresina


Veja o que Flávia Rocha respondeu a Equipe VOLVER:

VOLVER: Como foi a seleção para o mestrado?

Flávia Rocha: O primeiro passo foi decidir o que eu queria. Depois acreditar e botar a cara nos livros, abdicando de muita coisa, inclusive salários maiores. Quanto ao processo de seleção da UnB, há quatro etapas. Primeiro, o projeto de pesquisa. Quando este é aprovado, o candidato passa para as etapas seguintes: prova escrita, prova oral e a prova de língua estrangeira (Inglês ou Francês). Na prova escrita, eles oferecem cinco questões para você escolher três, nesse caso você fará três dissertações usando os autores da bibliografia da linha de pesquisa. Na prova oral, você explica o que é seu projeto, tendo que convencer a banca de que a sua pesquisa é importante, mas com humildade, respeitando as interferências da banca. Minha dica é sempre conversar muito com quem já passou por esses processos, porque, de repente, você perde uma grande oportunidade por causa de um pequeno deslize. Outra dica é pensar realmente em contribuir com a evolução da sociedade e não em ter um papel debaixo do braço. O Brasil precisa de pessoas não apenas com vontade, mas com disponibilidade e competência para ajudar. Geralmente quem não pensa só em diploma é quem faz o diferencial. O cheiro dá pra sentir de longe.

VOLVER: Qual a sua linha de pesquisa? E o tema da dissertação do Mestrado?

Flávia Rocha: A minha linha de pesquisa do mestrado é Políticas de Comunicação e de Cultura. E o tema é: O cinema brasileiro e o mercado audiovisual globalizado: experiências e estratégias em co-produção.

VOLVER: Quais melhorias, na sua opinião, deveriam acontecer na UFPI (de forma geral: alunos, professores, estrutura) para aumentar a produção de conhecimento?

Flávia Rocha: Primeiramente, deveria haver uma maior negociação entre estudantes e professores. Professor também precisa de gás, de se sentir estimulado. Se o aluno não consegue cumprir um pequeno compromisso como ler um texto que será debatido na aula seguinte, fica difícil o professor achar que o aluno está interessado. Aí é que vão surgindo as “panelinhas”. Os que conseguem expressar mais interesse colam nos professores que vão dar “as chaves” pra eles. Enquanto isso, outros acabam ficando às margens desse processo, fazendo um curso meramente morno, baseado em notas, sem produção de conhecimento de fato. A busca pela pesquisa devia virar uma epidemia na UFPI, com professores mais antenados com o mundo da pesquisa e alunos cobrando mais, com respeito. E era esse interesse conjunto, essa responsabilidade com a universidade, que nos unia. Os professores, de forma geral, tinham uma empatia muito grande com a nossa turma. Isso era ótimo, uma revolução silenciosa e bastante proveitosa. A gente não fazia “barulho”, respondia com trabalho. Inclusive, chegamos a fazer um telejornal, um programa de rádio e um jornal impresso em uma comunidade, onde os produtores da notícia eram os jovens da comunidade. Tudo sem a presença do professor. Ele foi apenas a um ou dois dias. No restante do período, sozinhos, com muito compromisso, concluímos todo o trabalho. Mas claro que não é só isso (o interesse do aluno). A coordenação deve construir estruturas de incentivo à pesquisa, dando apoio aos alunos de forma ininterrupta.

Parabéns, Flávia!








Por: Ana Isabel Freire (anaisabel_freire@hotmail.com) - Mariana Guimarães (mariana-guimaraes@hotmail.com) – Nina Nunes (nina_quasenada@hotmail.com)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Iniciação Científica

UFPI discute importância da Iniciação Científica
Estudantes e professores se reunem no XVIII Seminário de Iniciação Científica

Palestras de abertura

Começou nessa quarta-feira (21), no auditório do Centro de Tecnologia da UFPI – Universidade Federal do Piauí, o XVIII Seminário de Iniciação Científica e o I Seminário de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico. O evento tem por objetivo, discutir a importância do desenvolvimento de pesquisas cientificas, ampliar o conhecimento acerca do PIBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica) além de incentivar a criação de projetos e o maior interesse por parte dos alunos da universidade em ingressar em grupos de pesquisa.

O Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFPI, Profº Dr. Saulo Brandão, falou a nossa equipe da importância da realização do Seminário para o corpo discente da universidade. "A iniciação cientifica não tem somente a ver com pesquisa, isso se reflete diretamente na qualidade do ensino, na qualidade do que é produzido na universidade, na qualidade do professor que passa a também ser um aprendiz, na palestra, foi mostrado a importância do PIBIC pra própria política universitária, onde se democratiza o aceso aos laboratórios, aos núcleos de pesquisa, existe todo um processo de democratização, tão importante pra universidade nos dias de hoje.
Confira o vídeo!


Profº Dr. Saulo Brandão, Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFPI,

Os projetos de iniciação científica vêm garantindo um espaço cada vez mais vasto para que estudantes desenvolvam pesquisas fora do ambiente restrito das salas de aula, nas mais diversas linhas de pesquisa. Para a estudante de Comunicação Social, Thalita Castelo Branco, explica por que ingressou no campo da pesquisa cientifica: “eu acho que você indo fazer pesquisa você cresce muito mais do que só indo assistir aula, é muito importante pra sua formação acadêmica, porque você abre sua mente para novos conhecimentos”.
Veja o vídeo!


Thalita Vitória, aluna do 5° período de Comunicação Social



Por: Ana Isabel Freire(anaisabel_freire@hotmail.com); Mariana Guimarães(mariana-guimaraes@hotmail.com); Nina Nunes(nina_quasenada@hotmail.com)