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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Projeto CORAJE

Entrevista com um dos idealizadores

Com respostas carregadas de estímulo e lições
Lucas Vieira, um dos integrantes e idealizadores do Projeto CORAJE, responde indagações a respeito do Projeto, desde a iniciativa até os desdobramentos na carreira profissional. CONFIRA:

Lucas em ativididade do CORAJE

VOLVER: Da onde surgiu o interesse para elaborar e colocar em prática o projeto CORAJE?


LUCAS: O interesse surgiu a partir de uma insatisfação muito grande com o ensino jurídico que é transmitido, ressalvada as devidas peculiaridades, nas faculdades de direito, que carrega em seu bojo uma carga muito forte de acriticidade, de formalismo e bitolamento. Daí o contato com núcleos de Assessorias Jurídicas Universitárias Populares no Brasil (perto de 30, em diversas faculdades públicas e privadas) nos motivou a construir o projeto CORAJE.

VOLVER: Foi difícil concretizar o projeto? E para manter? Quais as dificuldades?

LUCAS: Sim, muito difícil. A inexperiência, a falta de formação, a escassez de material teórico para nos embasar quanto a metodologia do projeto foi a principal dificuldade no início. Sabendo dessa dificuldade, nós, na época 7 estudantes, mostramos nossa idéia e convidamos todos os estudantes a construírem o projeto conjuntamente. As dificuldades não mudam muito, a falta de tempo dos membros (praticamente todos estagiam, alguns fazem pesquisa, outros 2 cursos) é um fator preponderante para que o projeto não ande no ritmo como queríamos, e a dificuldade maior que é a falta de renovação de pessoas dentro do grupo, faz com que essa dificuldade aumente.

VOLVER: O que, na tua opinião, é mais engrandecedor no projeto CORAJE?

LUCAS: Para mim, o contato com a realidade. A extensão se propõe a isso: ao dialógo com a sociedade, a construção coletiva. Participar do CORAJE nos faz melhores estudantes, melhores pesquisadores, melhores estagiários e, modestamente, melhores profissionais. Isso não significa que participar do CORAJE é "obter um lugar no mercado de trabalho", até porque, nossas atividades, muitas vezes, dificultam um pouco em relação a essas questões (concursos, mercado de trabalho, o estudo só para o curso, etc.) - dificulta, mas não prejudica. A formação que temos dentro do projeto, por seu lado, dá ensejo para termos uma atuação crítica e socialmente referenciada em qualquer cargo que possamos exercer no futuro (seja professor, juiz, promotor, advogado, etc.)

VOLVER: Qual a satisfação de fazer parte do projeto Coraje?
LUCAS : Conseguir exenrgar o Direito como instrumento de transformação social, utilizar dos princípios da educação popular, o diálogo horizontal, as trocas de experiências entre os integrantes, o contato com diversas realidades acaba sendo muito gratificante para nós. Sabemos que quando chegarmos no fim do curso, podemos dizer que, mesmo com todos os erros e dificuldades que reconhecemos, tentamos viver a universidade, tentamos cumprir com o papel do estudante e transformar, mesmo que minimamente, a realidade que nos cerca.

MAIS:

PERFIL DO CORAJE

Se interessou pelo projeto? MAIS INFORMAÇÕES - ARQUIVO VOLVER






Por: Ana Isabel Freire (anaisabel_freire@hotmail.com) - Mariana Guimarães (mariana-guimaraes@hotmail.com) – Nina Nunes (nina_quasenada@hotmail.com)

Projeto CORAJE

E os sonhos nunca morrem...
Alunos reunidos, com intuito de melhorar o ensino do Direito e sua aplicação na sociedade

CORAJE, o nome já é bastante convidativo, pois incita o que todos devemos ter: CORAGEM para enfrentar desafios em busca de propósitos maiores e é nessa perspectiva que o Corpo de Assessoria Jurídica Estudantil (um projeto de pesquisa e extensão, elaborado e mantido por estudantes da UESPI) atua. Os estudantes, que participam do projeto, encaram a pesquisa e extensão como uma forma crítica de trocar conhecimentos entre a sociedade e a universidade – sempre dialogando com movimentos sociais e populares. A bandeira levantada pelo CORAJE é a de luta pelos Direitos Humanos, para tanto, na prática jurídico-popular eles utilizam princípios da educação popular, tais como a horizontalidade, o respeito ao saber do outro, com um viés reflexivo para sensibilização das violações de direitos ocorridas em nossa sociedade, e, por conseguinte, o combate a essas violações.

Reuniões descontraídas e criativas marcam os encontros

O CORAJE foi criado em 2007, através da iniciativa de um grupo de alunos. A ideia era criar um espaço que aglutinasse ensino, pesquisa e extensão; e em que o ensino do Direito pudesse ser pensado para além da aplicação técnica de normas impostas. Trabalhando juntamente com a Assessoria Jurídica Universitária Popular (AJUP), que já desenvolve mais de 20 projetos pelo Brasil, o CORAJE nasceu. Os jovens engajados e idealista que pensaram o projeto pretendiam que o senso e aplicação da Justiça ultrapassassem a esfera do discurso e se transformasse em vivência diária; onde se reconhecesse o verdaeiro papel da Universidade.

TRABALHO

O grupo desenvolve diversas atividades para reunir alunos, professores para discutir, refletir e trabalhar em cima das propostas do grupo. As atividades buscam sempre aliar pesquisa e extensão, teoria e prática. Nos quase dois anos de atuação, o grupo já conta com o vasto número de eventos, tais como: debates, palestras, oficinas e seminários. Esse ano o grupo CORAJE está trabalhando na Vila São Francisco (Zona Norte de Teresina), com o intuito de realizar ações direcionadas para Mobilização e Participação Popular, Direitos Humanos e Cidadania.


Palestra promovida pelo CORAJE

Também é promovido pelo CORAJE, “o circuito de Encorajamentos”, que são momentos de interação e diálogo sobre os temas que perpassam a AJUP (Assessoria Jurídica Universitária Popular). O encontro tem a discussão de textos selecionados, com o objetivo de fortalecer as bases teóricas para a construção bem elaborada e sólida de um trabalho prático diante da sociedade. Em outras palavras, o encontro do Encorajamento serve como uma preparação, que antecede o trabalho com a comunidade. Este mês o grupo CORAJE tem toda a programação para os Encorajamentos (todos com início as 17horas), confira:

AJUP e Educação Popular
19/11 - Campus Clóvis Moura

20/11 - Campus Torquato Neto

Direitos Humanos e Cidadania*
Mobilização e Movimentos Sociais*
Papel Emancipatório do Direito*

- Os textos para discussão, encontram-se na “Xerox da Patrícia”, no Campus Torquato
Neto e na Coordenação de Direito, no Campus Clóvis Moura.


OUTROS GRUPOS SEMELHANTES

“CAJUÍNA” (UFPI), “MANDACARU” (CEUT), “JUSTIÇA E ATITUDE” (ICF) e “DIREITO AO DIREITO” (NOVAFAPI).

OPINIÃO

A iniciativa dos jovens pensadores do projeto CORAJE e de tantos outros jovens que se engajam, trabalham e discutem maneiras de melhorar e contribuir com a sociedade merece respeito e admiração por parte da população, não somente pelo trabalho em prol da mesma. Mas e, sobretudo, pela determinação e exemplo bom de lutar por melhorias, embasada em estudos e leituras, utilizando a academia em todas as potencialidades e para além da mesma.
Os jovens do projeto CORAJE mostram que é possível mudar a visão de um curso (no caso: Direito) e é sim! Possível debatê-lo e aproximá-lo da sociedade. O VOLVER apóia e aplaude iniciativas como estas e é nesse momento que a tarefa de divulgar nos é tão cara, porque divulgar boas ações e ideias, também nos engrandece e nos deixa orgulhosos. Quem não gosta de ser o mensageiro de boas notícias?

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Em depoimento, a idealizadora e participante, Andreia Marreiro, descreve o sentimento de fazer parte do CORAJE. Em frases bem elaboradas e estimulantes, a jovem derrama sensibilidade e CORAGEM, leia:

Era um sonho de justiça. Uma vontade enorme de fazer o curso de Direito. Uma vida toda sonhando em passar no vestibular e receber o melhor sorriso, abraço e grito de felicidade dos meus pais, da família e dos queridos amigos. Não poderia ter sido melhor. Os nomes na lista do resultado eram muito familiares, o grande amor e o melhor companheiro de pré-vestibular. Foi festa, muita festa. Depois veio a expectativa, o dia de fazer a matrícula, o novo: Meu Deus somos universitários! Universidade? Afinal, o que é isso?! Professores? Quem são eles?! Sociologia, Filosofia, pra quê?! Leis? Só no papel... Aí veio a indignação: Afinal, pra que estamos aqui?! Não viemos até aqui pra desistir agora e entrar nessa cena toda, onde professores fingem que dão aulas e nós fingimos que assistimos; onde o Direito se resume a muitas, porém, frágeis leis, encasteladas e bem distantes de nós. E o sonho de uma sociedade justa?! E o ideal de usar o Direito como instrumento de transformação?! E o mundo lá fora?! Parou?! Muita filosofia de botequim, muita metodologia sem método, muita sociologia sem sociedade, passou... Aí vieram muito direitos fundamental sem garantias, muito direito penal sem crimes reais, tudo no abstrato... O Direito (aquele com o qual eu sonhei a vida inteira) foi se resumindo em códigos, muitos códigos, tudo condensado num livro grande chamado "Vade Mecum", apelidado por alguns como o "Kama Sutra sem tesão". A indignação aumentava, mas as dúvidas de como sair daquilo, daquele marasmo, daquela coisa sem sentido, acreditando veementemente que haveria mais, eram muito grandes também. Mas aí volto a lista do resultado do vestibular, volto aqueles nomes: Andréia, Glauco, Jorge André, Juliana, Lucas, Thiago. Eis que surge na cabeça e no coração destes indivíduos a coragem aliada à graça da menina de um período da frente - Gláucia - de criar uma Assessoria Jurídica Universitária Popular - AJUP - na UESPI. Em 11 de setembro de 2007, com a imprescindível colaboração de outros projetos de Assessoria Jurídica Popular de Teresina- Cajuína, Mandacaru e Justiça e Atitude - e a emoção e força de vários outros corações que se uniram, criamos o Corpo de Assessoria Jurídica Estudantil - CORAJE. Muitas eram as expectativas, mais uma vez o novo. Um local cheio de possibilidades. Tudo dependia de nós. Um projeto de extensão gerido por estudantes. Um lugar onde nós poderíamos discutir e nos divertir, dialogar e (en)caminhar, problematizar o que está posto, estudar conteúdos de extrema importância, mas que não estão contemplados nas grades curriculares, viver e ver a vida dentro e fora dos muros que o universo desta cidade nos proporciona ... Hoje, quase 2 anos após a criação, alguns já estão quase dando adeus à universidade. Hoje, somos extensionistas, corajosos, estagiários, pesquisadores,... O tempo foi ficando raro, mas a vontade de se movimentar, a capacidade de indignação, as possibilidades de diálogos e aprendizados, faz com que nossos sonhos não envelheçam... E continuemos acreditando que o Direito pode sim ser "novo" (como propusera Michel Foucault), dinâmico, interligado,.... Hoje, somos outros (outros acadêmicos, outros cidadãos, outros seres humanos) porque nos misturamos em um só corpo e nos deixamos afetar pelas inúmeras possibilidades da vida. Somos outros porque aprendemos cotidianamente a aprender com o outro. Somos outros porque cultivamos o questionamento, a indignação, as inquietações, e, dessa forma, procuramos não nos acomodar. "O CORAJE é força que nos faz agir no mundo e com o mundo" (Jorge André). E é por isso que inevitavelmente eu sou melhor porque sou vocês. Saudações a quem tem CORAJE! =D

*Andreia Marreiro, acadêmica de direito.


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Por: Ana Isabel Freire (anaisabel_freire@hotmail.com) - Mariana Guimarães (mariana-guimaraes@hotmail.com) – Nina Nunes (nina_quasenada@hotmail.com)

sábado, 17 de outubro de 2009

Eleições na UESPI

Em Novembro acontecerá na UESPI eleição para reitor
Alunos expressam suas opiniões e expectativas sobre o acontecimento
Em clima de eleição, a Universidade Estadual do Piauí será palco da disputa para vaga de reitor. Com as eleições próximas, já é possível sentir o clima entre os corredores da instituição. Para os alunos, os maiores interessados desta decisão, o foco dos candidatos ao cargo de reitor da UESPI deve ser inicialmente, a imediata reforma estrutural da instituição.

“Espero que o reitor eleitor seja capaz de representar os anseios da comunidade acadêmica em geral para que em diálogo com o governo e com a sociedade tenhamos condições de reestruturar a UESPI. A UESPI necessita de reestruturação em todas as dimensões que a compõe enquanto (pretensa) Universidade.”, afirma o estudante Macell Leitão que cursa o sexto período de Direito.
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Marcada para o dia 12 de novembro, a eleição para reitor tem gerado certo desconforto entre os universitários tendo em vista que as campanhas freqüentes dos candidatos na instituição vêm atrapalhando o rendimento dos alunos ao longo desse período eletivo. “Embora esse processo seja positivo, de certa forma também atrapalha, porque a universidade acaba parando em alguns momentos, por causa de alguns eventos promovidos pelas chapas que disputam as eleições, aí os alunos param pra ver, saem das salas e ninguém mais assiste e os professores que concorrem acabam não dando mais aula e isso compromete o nosso período”, responde Verônica Monteiro, estudante do curso de Letras/Espanhol ao ser questionada acerca das eleições.

Enquanto os candidatos expõem suas metas nas campanhas, os estudantes começam a decidir quem irá administrar a UESPI nos próximos quatro anos. Para muitos, a escolha vai demandar ainda certo tempo para que analisem cada perfil e cada objetivo dos candidatos. “Eu ainda não decidi, estou vendo as propostas de cada candidato.” Revela a estudante de direito Ceres Passos.

Quando questionados a respeito das possíveis mudanças que queriam ver nesse próximo mandato, os universitários listaram uma série de prioridades entre as quais, as mais recorrentes são: Melhoria na estrutura física, que se encontra em estado precário (salas de aula mal iluminadas, em números insuficientes, inexistência de livros básicos para os cursos, restaurante universitário...), criação de um ambiente acadêmico de pesquisa e extensão através da contratação de professores mais qualificados e qualificações dos atuais docentes. A estudante do curso de Administração, Fernanda Gonçalves, conta suas expectativas para o a futura administração: “Desse novo reitor eu espero um compromisso maior com a instituição, que leve a sério as finalidades acadêmicas como: o ensino e pesquisa. Que dê mais valor aos professores e também pense no aluno como ser em formação.”

Confira aqui o comentário da estudante de Comunicação Social do 5° período, Sávia Barreto.Veja o vídeo!

Quatro chapas disputam a eleição para reitoria, são elas:
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CHAPA 1 - “Consolidando a UESPI que queremos” – Valéria Madeira (atual reitora) e Lucidio Bezerra Primo.

CHAPA 2 - “Unidos para Mudar” - Carlos Alberto Pereira da Silva (atual vice-reitor) e Nouga Cardoso Batista.

CHAPA 3 - “UESPI com atitude” - Elio Ferreira e Daniel Sólon.

CHAPA 4 – “Reconstruindo” - Eurípedes Soares Filho e José de Jesus Uchoa.

O site da UESPI traz detalhados os planos dos candidatos, se eleitos. CONFIRAM!
Por: Ana Isabel Freire (anaisabel_freire@hotmail.com) - Mariana Guimarães (mariana-guimaraes@hotmail.com) – Nina Nunes (nina_quasenada@hotmail.com)